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O que é depressão e seus sintomas

Depressão acomete principalmente mulheres e é a principal causa de incapacitação no mundo, mas possui tratamento


Imagem de K. Mitch Hodge no Unsplash

Depressão, de acordo com a definição do Ministério da Saúde, é uma doença grave que acomete em torno de 15,5% dos brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é principal causa de incapacitação no mundo. Ela costuma aparecer a partir dos 30 anos de idade, mas pode surgir em qualquer idade, com maior taxa de prevalência em mulheres. Os sintomas de depressão costumam ser tristeza profunda, sentimento de perda ou raiva que interferem nas atividades diárias de uma pessoa.

As pessoas experimentam depressão de maneiras diferentes. Isso pode interferir no seu trabalho diário, resultando em perda de tempo e menor produtividade. Também pode influenciar relacionamentos e algumas condições crônicas de saúde.

As condições que podem piorar devido à depressão incluem:

É importante saber que sentir-se triste às vezes faz parte da vida. Eventos tristes e perturbadores acontecem a todos. Mas, se você se sentir deprimido ou sem esperança regularmente, pode ser um caso de depressão.

A depressão é considerada uma condição médica séria que pode piorar sem tratamento adequado. Quem procura tratamento pode obter melhorias nos sintomas em apenas algumas semanas.

Sintomas de depressão

A depressão pode ser mais do que um constante estado de tristeza. Ela pode causar uma variedade de sintomas. Alguns afetam o humor e outros o corpo, esse segundo processo é chamado de "psicossomatização". Os sintomas também podem estar em andamento ou ir e vir.

Os sintomas da depressão são vivenciados de maneira diferente entre homens, mulheres e crianças.

Os homens costumam apresentar sintomas relacionados a:

As mulheres costumam apresentar sintomas relacionados a:

As crianças costumam apresentar sintomas relacionados a:

Causas de depressão

Existem várias causas possíveis de depressão. Elas podem variar de biológico a circunstancial.

As causas comuns incluem:

Cerca de 21% das pessoas que têm problemas com o uso de drogas também sofrem de depressão. Além dessas causas, outros fatores de risco para depressão incluem:

Muitos fatores podem influenciar a depressão, bem como quem desenvolve a doença e quem não. No entanto, em muitos casos, os profissionais de saúde são incapazes de determinar o que está causando a depressão.

Diagnóstico de depressão

Não há um único teste para diagnosticar depressão. Mas psicólogos e médicos psiquiatras podem fazer uma avaliação psicológica ou diagnóstico com base nos sintomas apresentados.

Na maioria dos casos, eles fazem uma série de perguntas sobre:

Como a depressão pode estar ligada a outros problemas de saúde, o médico ou médica também pode realizar um exame físico e solicitar exames de sangue. Às vezes, problemas de tireoide ou deficiência de vitamina D podem desencadear sintomas de depressão.

Não ignore os sintomas da depressão. Se seu humor não melhorar ou piorar, procure ajuda médica. A depressão é uma doença grave de saúde mental com potencial para complicações.

Se não tratada, as complicações podem incluir:

Tipos de depressão

A depressão pode ser dividida em categorias, dependendo da gravidade dos sintomas. Algumas pessoas experienciam episódios leves e temporários, enquanto outras experienciam episódios depressivos graves.

Existem dois tipos principais: transtorno depressivo maior e transtorno depressivo persistente.

Transtorno depressivo maior

O transtorno depressivo maior é a forma mais grave de depressão. É caracterizada por persistentes sentimentos de tristeza, desesperança e inutilidade que não desaparecem por conta própria.

Para ser diagnosticado com depressão clínica, a pessoa precisa experienciar cinco mais dos seguintes sintomas durante um período de duas semanas:

Transtorno depressivo persistente

Transtorno depressivo persistente (DDP) costumava ser chamado de distimia. É uma forma mais leve, mas crônica, de depressão. Para que o diagnóstico seja realizado, os sintomas devem durar pelo menos dois anos. O DDP pode afetar a vida mais do que a depressão maior, porque dura um período maior. É comum a pessoa com DCP:

A depressão pode ser tratada com sucesso, mas é importante manter o seu plano de tratamento.

Tratamento para depressão

Viver com depressão pode ser difícil, mas o tratamento pode ajudar a melhorar sua qualidade de vida. Procure orientação psicológica e médica sobre possíveis opções.

Você pode gerenciar os sintomas com sucesso com uma forma de tratamento ou pode achar que uma combinação de tratamentos funciona melhor.

É comum combinar tratamentos médicos, psicanálise e terapias. Entre os medicamentos mais comuns, o médico ou médica pode prescrever o uso de antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos. O ideal é aliar o tratamento médico às várias formas de terapia ou psicanálise. Também há opções de medicina alternativa como exposição à luz branca, acupuntura meditação, yoga e exercícios físicos.

Também é importante procurar evitar o uso de álcool e outras drogas. Apesar delas fazerem você se sentir melhor, a longo prazo podem piorar o sintomas de depressão. a

Aprenda a dizer não

Sentir-se oprimido pode piorar os sintomas de ansiedade e depressão. Estabelecer limites em sua vida profissional e pessoal pode ajudá-lo a se sentir melhor.

Cuide-se

Você também pode melhorar os sintomas da depressão cuidando de si mesmo. Isso inclui dormir bastante, ter uma dieta saudável, praticar exercícios físicos, evitar pessoas negativas e participar de atividades agradáveis. Às vezes, a depressão não responde à medicação. Seu médico ou médica pode recomendar outras opções de tratamento se seus sintomas não melhorarem.

Tratamento natural para depressão

O tratamento tradicional da depressão utiliza uma combinação de medicamentos prescritos e aconselhamento. Mas também existem tratamentos alternativos ou complementares que você pode tentar. É importante lembrar que muitos desses tratamentos naturais têm poucos estudos mostrando seus efeitos na depressão, bons ou ruins. Algumas opções podem incluir o uso de erva-de-são-joão, suplementos de ômega-3, aromaterapia, vitamina B12, B6 e D.


Fontes e adaptação de Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Healthline

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